Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Ao ritmo do que me vai no peito

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Martelo palavras sem jeito
ao ritmo do que me vai no peito

Teclo por teclar
sem pauta nem rima
é a angústia que me anima

Sentimento sem razão de ser
sem tegumento
que se me enrola no corpo
como sarmento de videira

Quiçá sopro de vento divino
que me embriaga como vinho
a vida inteira

Sou um cálice
transbordante de poesia
uma poção efervescente de fantasia

Bebo
o meu próprio sangue
e exangue
continuo a cantar

Até que adormeço
na esperança
de tornar a acordar

Vale de Salgueiro, domingo, 13 de Dezembro de 200920120127
Henrique Pedro

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