Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Quando amamos sentimo-nos estranhos

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Noto
no teu olhar
um ar
de espanto
porque te olho
embevecido

Como a perguntar
em silêncio
porque te miro
assim tão enternecido

Também eu me interrogo
desde logo
sobre a razão de ser
deste meu quebranto
Será que também tu
assim me miras
e te admiras
do que sentes por mim?

Sim?
É! O amor é assim
um lampejo de verdade
uma fugaz eternidade
em que nos sentimos encantados
fascinados

Um deslumbramento
um confuso pensamento
em que a nossa alma fica presa
muda
fascinada
sem que lhe ocorra dizer nada
apenas ficar calada
pasmada
de mão dada

Um olhar
de amar
sem nada ver
ou ouvir
apenas a sentir
o bater do coração

Esta a razão pela qual
quando amamos
nos sentimos estranhos

Vale de Salgueiro, terça-feira, 14 de Abril de 2009(20120112)
Henrique Pedro

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