Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Tão etéreo como a Eternidade

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Debruçado sobre as águas do rio
que correm para o mar
vejo-me reflectido
ondulado
a flutuar

Por entre pétalas de poesia perfumadas
que caiem das margens iluminadas
e que o meu sentimento sopra
na esperança de que o vento
salve o poema
de se afundar

Mas logo ao primeiro sopro
do meu arfar
se deforma a imagem do meu rosto
e à hora do sol-posto
já o meu corpo
é iniquidade

Melhor assim me vejo
como me desejo
tão etéreo como a Eternidade

Vale de Salgueiro, quinta-feira, 28 de Outubro de 201020120118
Henrique Pedro

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