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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dispo-a com o olhar

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Ainda não é amor
é só um lampejo de lua

o desejo de a ver

nua

 

É ela que me incendeia
que brinca com o fogo

eu dispo-a com olhar

É ela que à minha frente se desnuda

linda de morrer
entre sorrisos e trejeitos lúbricos
com o viço dos seios túrgidos
empinados
aguçados
a ameaçarem

penetrar-me

de prazer


É ela que se oferece amorosa
insinuante

melíflua

de falas meigas
graciosa

com golpes de cintura
fina
maneiras requintadas
nádegas roliças
coxas torneadas

 

Eu cubro-a de poesia
quando já a imagino despida
oferecida
completamente solta

 

Num golpe de razão

ignoro a provocação
venço a tentação
não vá a combustão do desejo
tudo incendiar

à nossa volta

 

E escrevo o epílogo

deste dilema
no próprio prefácio

do poema


Vale de Salgueiro, 24 de Maio de 200820120809
Henrique Pedro