Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se. Feliz Ano Novo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Loucuras de amor que não versejo






Desnuda-se, serena e silenciosa

Recobrindo-se de diáfano fascínio

Contemplo-a, impaciente, por desígnio

Certo de que se entregará, pressurosa



E é deliciada e deliciosa

Sorrindo, cúmplice do meu raciocínio

Que me leva a perder o autodomínio

Sempre sensual, permissiva, amorosa



Tomo-lhe o corpo, que afago e beijo

Faz-me o mesmo com gritos de alegria

Entrelaçados de prazer e de desejo



Entontece-nos a mesma afrodisia

Caímos em loucuras que eu não versejo.

Oh! Descrevê-las, seria pornografia!



Vale de Salgueiro, 14 de Maio de 200820120813
Henrique Pedro