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sábado, 6 de outubro de 2012

Na mais alta e fria serrania transmontana

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Na mais alta e fria, serrania transmontana

Apascenta, indefesa, o seu dócil rebanho,

Uma linda e sedutora pastora serrana

Cuja pureza, porém, é puro, doce, engano.

 

Santa será, sim, para o bom povo, puritano!

Para mim, é pura pecadora, não me engana,

Não fora eu o seu amado poeta insano

Que ela recebe, por amor, na sua cabana.

 

Que açoda toda a montanha à procura dela,

De língua de fora como o mais fero lobo,

Mas que não quer o rebanho e só a quer a ela.

 

É só pelos seus beijos doces que eu me afobo,

E a ela, com os meus, açobo, qual cadela,

Tanto que a toda a serra, a paixão, pega fogo.

 

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