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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cinza de recordação



Olho a lareira acesa
de coração ao fogo exposto
as labaredas lambem-me o rosto
com seu morno calor

As raízes que ardem
e me aquecem sem me queimar
são lembranças de amantes
que me enlaçam
inebriantes
e uma após outra me vêem beijar

São labaredas de lembranças
quimeras de amor
que aparecem
aquecem
e logo se esquecem

Estendo-lhes a mão
ainda assim
sem dilema
para as acariciar

E guardo para mim
o poema
a cinza da recordação