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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A minha samarra transmontana




É uma relíquia transmontana
Esta minha venerada samarra
Sendo típica veste de montanha
Na verdade, nada tem de bizarra

A pele doirada, cor de piçarra
Da dócil raposa sacrificada
À vaidade que lhe deitou a garra
Tem a docilidade entranhada

É indumentária de estação
Que protege do frio no Inverno
E aquece corpo e coração.

Todos, no meu Trás-os-Montes paterno
A vestiam bem e com distinção.
Era, afinal, um sinal fraterno!

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2 comentários:

  1. Canídeo selvagem,
    de aves predador.
    Sentiu na própria pele
    a dor
    ao ser sacrificada.

    A vida é engraçada
    É a ave devorando insetos
    A raposa a ave...
    O homem a raposa...

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  2. Nossa! Como é fantástica sua obra! Estou adorando ler... Vou voltar mais vezes! Abraço!

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