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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ó santa sensualidade!




Sopra sorrisos etéreos
desejos flutuantes
de luxúria

Cruza as pernas com volúpia
como que a defender a virgindade

Lança olhares faiscantes de alvorada
raios mornos de por do sol

Solta nuvens de fumo
que se evolam do cigarro
que rola nos lábios
como se fossem malmequeres
floridos em tardia Primavera

Liberta bolas de perfume
irisadas de provocação
que me estouram no rosto
sem que me toquem o coração

A sua santidade é de pau carunchoso
e o seu amor
cavernoso

Ó santa sensualidade!
Erotismo e água benta
cada um toma a que quer

Não!
Já não sou mais criança
e ela não é mais mulher
só porque assim
seráfica
se oferece
a um qualquer

^^

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