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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vem, amor, vem!



Vem, amor, vem!
Deita-te aqui a meu lado
e esquece
por agora
essa dança de sedução

Reclina a cabeça no meu peito
a jeito de deusa
e deixa que a brisa
roçague os teus cabelos de mansinho
por sobre o meu rosto
como fios de seda  em desalinho

Mas fiquemos calados
deixando que os nossos corpos
se comprometam
em surdina
mesmo contra nossa vontade

Deixando que a libido
e demais humores
fervam em banho-maria
e nós em silenciosa alegria
com a ideia de que temos o imenso oceano por cama
não apenas uma toalha estendida na areia da praia
ou os lençóis de cambraia do leito conjugal
porque o tálamo nupcial das almas é o Cosmos
tecido de amor e espiritualidade

Vem, amor, vem!
Deixa que a minha mão escorregue
delicada
por entre o botão desapertado da tua blusa
não para acariciar o teu seio
mas para sentir o palpitar do teu coração

E coloca também tu
a tua mão
no meu peito
para escutar a mesma doce arritmia
e afinar essa mística melodia
pelo mesmo diapasão

Vem, amor, vem!
E vê por ti mesma
que não és apenas mais uma mulher
uma fêmea qualquer que deseja e apetece
antes uma alma livre que no amor
se recria e engrandece

Mas não me olhes apenas como mero macho
que te deseja e te quer ter
fica também a saber
que há uma infinidade de outras volúpias para comungar

Vem, amor, vem!
Mas não queiras ser amante por agora
a correr
sê apenas musa
parceira desta doce aventura
companheira de viajem desta romântica longa-metragem

Vem, amor, vem!
Vem partilhar comigo a vertigem de amar
verificar a força sublime do Amor
descobrir coma a magia do luar
de uma serena noite de Verão
poderá transformar uma terna carícia
um beijo verdadeiro
um apaixonado congresso
no ingresso da Redenção

^^^^

1 comentário:

  1. Estimado Amigo e Ilustre Poeta Henrique Pedro,
    Lindissimo, adorei.
    Será a que a musa se antecipou e o fez solicitar essa bela dozela que venha ter consigo?
    O dia de S. Valentim está à porta e romances como este, belo e sensual, irão acontecer por esse mundo fora, oxalá que por essas frias terras transmontanas, o calor do amor aquece seus corações.
    O deestino quis que eu, mero humano, mas cheio de amor para dar, tivesse nascido no dia do amor.
    Abraço amigo

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