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sexta-feira, 22 de março de 2013

Anamnese




Há um quadro inclinado
dependurado
no mural da minha memória
que me apraz deixar assim
empoado
contrastando com as colunas jónicas
que alicerçam a lembrança

Um evento supenso no tempo
uma efeméride efêmera

Uma quimera
de que já nada se espera

Um amor que se diluiu em dor
até se esquecer

Um afecto pendente
para sempre
a fazer-me lembrar que a história
se não faz de memória
mas de esquecimento

Esquecer não é apagar da recordação
é varrer do coração

Anamnese é a exegese
de uma paixão

^^^^

3 comentários:

  1. Bom dia Henrique Pedro!

    Excelente poema, porém muito triste, onde só a recordação persiste. Um quadro, uma uma casa vazia, e uma cama fria.
    "Esquecer não é apagar da recordação"
    Espero que seja só um poema.

    Abraço,
    José.

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  2. Esquecer não é apagar da recordação
    é varrer do coração

    GOSTEI!!!
    E PARECENDO QUE NÃO...
    É MAIS FÁCIL VARRER DO CORAÇÃO!!!
    DO QUE APAGAR DA MEMÓRIA QUE, PRECISTE.... ENQUANTO O TINO EXISTE!!!

    LÍDIA

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  3. A intensidade dos versos, a forma nostalgica
    como bordas as palavras, segreda-nos
    um coração aberto para um amor transcendente.
    Gosto de ler-te, poeta e amigo,
    Beijo poético

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