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quarta-feira, 1 de maio de 2013

A percepção da imortalidade




Fecho os olhos
e tapo os ouvidos com as mãos
que sustentam o crânio
de braços dobrados
e apoiados na mesa
pelos cotovelos

Liberto assim a Razão
do peso da cabeça
e o espírito das teias de ideias

Cego
surdo
e mudo
já que nada vejo
nem oiço
não mergulho no silêncio
ou na escuridão
contudo
por mais estranho que pareça

A minha consciência livre voa
ouve
e sente
a mais pura sensação do espírito
a percepção da imortalidade

E se me acontece adormecer
e sonhar
então quando volto a acordar
percebo que sou muito mais
do que um simples sonho
muito mais do que de mim conheço

E que há mais mundo
do que aquele que vejo e ouço

1 comentário:

  1. Estimado Amigo e Ilsutre Poeta Henrique Pedro,
    Essa bela sensação a tive por inúmeras vezes, quando meditando em mosteiros budistas, uma sensação de paz e liberdade de espírito, que dificilmente poderá ser descrita, só vivida se compreende.
    Adorei seu belo e profundo poema.
    Abraço amigo

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