Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Em mim não acredito e de Deus desconfio





O Cosmos de meu avô João
era toda a terra em que à luz das estrelas
semeava pão

O meu
é todo o espaço-tempo
em que planto poemas
eivados de dilemas
e de contrição

Cosmos infinito
mas pequenino
o meu!

Do tamanho do silêncio
indiferente
de Deus

Magistério de mistério
que professo como monge
porfiando poesia

A gritar poemas sem tino
e a acenar
a acenar
na esperança de que alguém
me virá salvar

Se é que não ando a deitar
tudo a perder

Em mim não acredito
e de Deus desconfio
que só Ele
me poderá valer 

6 comentários:

  1. Sim poeta, só mesmo Deus para iluminar nossa estrada. Nossos passos sempre são guiados por Deus, porque nem uma folha de uma árvore não cai, se ELE não quiser...Parabéns pela bela poesia! Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, ilustre poetisa Neusa. Essa é a leitura correta deste poema. Grato.

      Eliminar