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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Se eu fosse árvore, amor



Se eu fosse árvore, amor
e tu me abraçasses
os meus poemas seriam flores
as folhas louvores
e os filhos frutos

Floriria pela Primavera
e daria guarida a todas as aves
que tu mimasses
e que nos meus ramos quisessem nidificar

Deixaria que a aragem
me agitasse a folhagem
convidaria os passantes
de terras distantes
perdidos na paisagem inclemente
a que sob mim se abrigassem
do Sol ardente

Mas se eu fosse árvore, amor
e não merecesse o teu cuidado
murcharia desolado
pelo Inverno
e não deixaria que o machado do lenhador
despedaçasse o meu tronco terno
e me apartasse os ramos em molhos
para alimentar outros fogos de paixão
que não aquele que ateias no meu coração

com o carvão dos teus olhos

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