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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Como as águas do meu rio Rabaçal



As águas do meu rio Rabaçal
correm
correm
sem cessar

Vão polindo de mansinho
as duras fragas
que lhes barram o caminho

E mais aprofundam o leito
em que nunca se deitam

Como as águas do meu rio Rabaçal
que correm sem parar
assim é no dia-a-dia
a minha pura poesia

Vai fluindo sem desfalecer
polindo o meu destino
aprofundando o meu viver
por desígnio divino

As águas do meu rio Rabaçal
quando alcançam o mar
transbordam em Oceano

Eu procuro sem engano
com poemas de verdade

em mar de amor desaguar

12 comentários:

  1. Adorei mais este poema, que a luz das palavras lhe sorria sempre alegremente, abraço poético Thereza Green

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  2. Obrigado pela sua presença e pela generosidade do seu comentários, distinta amiga Thereza.Votos de sucesso para o seu livro. Abraço.

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  3. Adoro poemas e ainda falando de minha linda Portugal gosto mais ainda.
    Regina Ferreirinha

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  4. Recebo com imenso prazer e o seu comentário, distinta amiga Regina. E fico feliz se alguma alegria lhe dei ao falar da nossa pátria. Abraço.

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  5. Estimada amiga Mara. Fico encantado com a sua visita e a sua apreciação.Obrigado e abraço.

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  6. Lindo texto, Poeta. Que bela inspiração, parabéns. Adorei o blog.

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  7. Eu apreciei, de sobremaneira, a sua visita e a generosidade do seu comentário, distinto amigo Lourival.Um abraço fraterno.

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  8. HENRIQUE PEDRO! BOM DIA!
    Quero para mim o espírito desta frase,
    transformada a forma para a casar com o que eu sou:
    Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
    Fernando Pessoa.
    Amo conhecer, pessoas, inteligentes, sábias.......
    Obrigada, por enriquecer o meu currículo!
    Obrigada, por você existir!
    Sucesso!

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  9. Fico encantado com a sua visita, distinta amiga Elizabeth, e com a justeza e generosidade do seu comentário. Bem haja. Abraço fraterno.

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  10. Gostei imenso. Lembra-me o que eu pensava das águas que, na minha infância, corriam na ribeira da minha aldeia. Adorava ir à margem da ribeira ver as pedras redondinhas ou achatadas que ficavam ao lado da água. Nesse tempo, há cerca de 60 e tal anos, a água de verão era mais que agora a água do inverno. Em pleno verão a ribeira estava cheia de linho, que tinha que ser seguro com pedras para a água a não levar.E as margens da ribeira tinham muitas árvores! Hoje é tudo deserto. Os furos que se fizeram nas redondezas e as alterações climatéricas acabaram com a àgua. O meu poço do "Grilo" transbordava para a ribeira. Hoje, para se encher, demora dois ou três dias. Como é preciso regar, nunca se enche de verão.
    Abraço
    EJ

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  11. O mundo está muito diferente. Na nossa juventude a nossa terra era bem mais natural. Importa fixar a poesia que ela nos incute. Obrigado pela sua presença, caro amigo Januário. Abraço.

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