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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Crepúsculo transmontano



Por cada raio de Sol que se esvai
em cor
no horizonte
uma gota de líquido som
cai
e ecoa
na fonte

O cósmico piano
entoa
a melodia do fim do dia
a primeira estrela se acende
no céu
e a noite obscurece
com seu véu
o bíblico sertão
transmontano

E o dom da poesia
o calor do amor
enrubesce
o coração do poeta
que se liberta
em verso
e livre sonha
e voa
Universo
além

E se engrandece
no silêncio interior

também

8 comentários:

  1. Um poema intenso.Palavras no entardecer dos dias em Trás os Montes.

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  2. É sempre positivo e muito agradável receber a visita de um amigo que connosco partilha o gosto pela poesia. Agradeço a sua presença distinto amigo Luís. Abraço

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  3. Sublime poema! Nele, a alma viaja. A luz desenha, palavra a palavra, tamanha beleza!

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  4. Agradeço a sua visita, distinta amiga Maria Petronilho e a luz do seu comentário. Abraço.

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  5. Muito belo o seu poema, amigo Henrique: sutileza, cor,intensidade. Gosto desses poemas curtos, que dizem muito com poucas palavras. Parabéns!

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  6. Quem não se sente tocado pelo crepúsculo, distinta amiga Basilina? Mas agradável é, para quem escrever, poder receber comentários como o seu. Bem haja. Abraço.

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  7. Não tenho palavras para tão maravilhosa arte poética, meus sinceros parabéns mais uma vez

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  8. Uma das maiores fontes poéticas é, como bem sabe estimada amiga Thereza, o amor à Terra e o fascínio do seu telurismo. Agradeço mais esta visita amiga e a simpatia do comentário. Bj

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