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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Valquíria Sigrdrifa


Sinto-lhe o sopro
finjo-me morto

Beija-me a pele
besunta-me de fel

Beija-me os pés
para mos decepar

Beija-me as mãos
rói-me os dedos
rouba-me os segredos

Beija-me os ouvidos
para me ensurdecer

Beija-me a boca
para me emudecer

Beija-me o sexo
para me capar

Beija-me o coração
exangue
chupa-me o sangue

Beija-me os olhos
para as lágrimas
me sugar

Beija-me a face
para me desfigurar

Está escrito
resisto

Beija-me de morte
sem me matar

Quer-me vivo
nem morto nem vivo
seu quero ser

Vá para onde for
Sigrdrifa me persegue
com ardor

Beija-me a alma
sugar-me o espírito
não consegue

Sou guerreiro livre e invicto

jamais proscrito

2 comentários:

  1. Maravilhoso poema, como todos que você escreve.

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  2. Obrigado pela sua visita, distinta amiga Teresa e pela generosidade do seu comentário.As maiores felicidades para si. Abraço.

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