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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Apraz-me falar de amor



Apraz-me falar de amor
delicadamente
seja com que mulher for

Madura
balzaquiana
adolescente
mundana
casta
beata
rameira de vida indevida
casada
solteira
ou nubente

Estando apaixonados
ou nem tanto

Sempre enamorados
pela vida e pela verdade
com o encanto do vento
que sopra tal encantamento
por dentro
sem que sintamos ansiedade

Ema tarde morna de Outono
ou em dia tórrido de Verão
enquanto tomamos chá
Café ou laranjada
numa esplanada
ou à lareira para espantar o sono
sem outra condição
que não seja misturar
 amor, arte e fé

Ou quando passeamos à beira mar
de mãos dadas
mesmo sem falar

Ou deitados desnudos
na praia
na cama
ou em qualquer outro lugar

Assumida que seja
entre nós
a uma só voz
a inocência cristalina
de ter
no amor
a razão única

que nos anima

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