Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Anamnese




Há um quadro inclinado
dependurado
no mural da minha memória
que me apraz deixar assim
empoado
contrastando com as colunas jónicas
que alicerçam a lembrança

Um evento supenso no tempo
uma efeméride efêmera

Uma quimera
de que já nada se espera

Um amor que se diluiu em dor
até se esquecer

Um afecto pendente
para sempre
a fazer-me lembrar que a história
se não faz de memória
mas de esquecimento

Esquecer não é apagar da recordação
é varrer do coração

Anamnese é a exegese
de uma paixão

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