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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Iluminado pela luz da poesia



Já longa vai a vigília
na pétrea catedral
em que aguardo
ser armado cavaleiro cósmico
guardião do templo sideral

Será que sou amado?!
É a minha dúvida crucial

O elmo
a pena
e a espada
repousam a meu lado

Iluminado pela luz da poesia
preparo-me para investir
mal veja luzir
a luz do dia

Em que deserto
em que oásis
em que chama
em que cama se aquece
e adormece
a minha dama
que a não vejo sorrir?

Já a saudade me desfalece
e na dúvida me balouço

Será que ela existe
que tem rosto de mulher
de menina
de espectro do além?

Alma tem
e de rainha
que interage com a minha

Já braços não
que não me abraçam!
Nem voz
que a não ouço!

Quando a vigília terminar
e o sol se abrir
talvez possa ela se revelar

e a mim se redimir