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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Terra queimada pela paixão



Era pura paixão
que me animava

Um incenso sagrado

Um fumo perfumado
que subia  vertical
e nenhum vento
nenhum sopro de mal
dispersava

Ardia-me o coração por dentro
pulsava como brasa incandescente
atiçada pelo sopro do amor
ardor em corpo ardente

Até que o seu coração
deixou de me espevitar
e o meu arrefeceu

Ficou então
o carvão da tristeza
a cinza da saudade

E um fumo acidulado
dissipando-se
ondulante
em resignado vai e vem
sobre a terra queimada
pela paixão


Uma terra de ninguém