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sábado, 1 de março de 2014

Fartos de fome



Os donos do Mundo
vivem famintos

Famintos de poder
prazer
dinheiro
e glória

Mas os famintos de pão
esses
morrem fartos

Fartos de fome
à margem da História

Mas em breve não haverá fartura
capaz de saciar tanta penúria

Nem mentira capaz
de ludibriar
tão crua verdade

Nem armas bastantes para conter
tanta paz

Nem guerra capaz de promover
tão falso progresso

Nem ciência que obste

a tão dramático retrocesso

1 comentário:

  1. Ao poeta também cabe abanar as consciências mais distraídas.
    Bj, Henrique!

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