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terça-feira, 1 de abril de 2014

Chove azeite e vinho





Chove. Copiosamente. Sem tino!
A terra estéril, árida, fulva,
vira húmus fértil, úbere vulva.
Do céu goteja azeite e vinho.

O sempre verde, altaneiro, pinho,
abre os seus rijos ramos à chuva
que lava o ar da atmosfera turva
e ao lixo do solo dá destino.

Quando o Sol de novo raiar
novo milagre vai acontecer:
O solo sáfaro vai verdejar.

E a Terra Quente vai exultar
e com o cântico do seu viver

a chuva abençoada louvar!

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