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sábado, 12 de abril de 2014

Um pôr-do-sol surreal



Ufa!
Ainda estou ofegante!
Vim a correr para lhes contar

Foi uma experiência esfusiante
verdadeiramente surreal
neste início de Primavera

Acabo de assistir ao pôr-do-sol
pousado num fio de telefone
lado a lado com as andorinhas
acabadas de chegar das terras do sul
e as rolas turquesas
que por aqui habitam todo o ano

Todos no mais devotado silêncio
apesar dos latidos dos cães
que não paravam de correr e saltar
tentando alcançar o nosso poleiro
tentando também eles se empoleirar

Lindo foi quando o astro rei
amarelo como uma gema de ovo
mergulhou definidamente no horizonte

Nesse momento todas as pombas me olharam
e me confidenciaram
que já haviam sido galadas
e que traziam sóis como aquele no ventre

Depois bateram as asas e recolheram aos ninhos
sem contudo se comprometerem a voltar
amanhã de manhã
para assistir o nascer do sol

Por mim, lá estarei!

Espero que o Sol não falte!

5 comentários:

  1. Que poema mais lindo! Fiquei até arrepiada me imaginado assistindo esse espetáculo da natureza...

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  2. Henrique Pedro, é lindo de doer este varal de pássaros banhados de sol... Fiquei emocionada, principalmente por me remeter às férias a beira-mar. Parabéns pela sensibilidade. Quem sabe um dia ilustrarei uma obra sua? bjm NANA.

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    1. Obrigado, pela sua presença e palavras, amiga NANA. Bjs

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  3. Belo poema, meu caro Pedro Henrique. Imagens ricas que se entrelaçam com o coração a construir um lindo pôr-do-sol: que alimentará a beleza na alma dos olhos santificados com a leitura.
    Abraço forte, Inaldo

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  4. A natureza sempre encanta aos nossos olhos e espíritos...muito bom Parabéns plea sensibilidade.

    José Crisólogo

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