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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Palavras escritas com a tinta do coração






Tomei umas quantas palavras
escritas
com a tinta do coração

Que verti
em taça de cristal
à hora do meio-dia
quando o Sol está mais vertical
tal a paixão que em mim
ardia

Depois enchi esse vaso cristalino
de luar
que era o meu desejo de a amar

Julgou ela que fosse perfume
que eu lhe oferecia

Aspirou-lhe primeiro o aroma
tomou-lhe depois o sabor
sem se aperceber
que era um filtro de amor
que a incendiava do lume divino
da paixão sem contrição

Verti
por fim
mais e mais palavras de poesia
e de alegria
no rio do destino

Assim a seduzi
a ela
me redimi

a mim

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