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domingo, 6 de julho de 2014

Coisas sem tino






Tantas coisas sem tino
e todas têm destino
mesmo a morte
meu Deus!

O mero golpe de má sorte
a dor que não acaba
a felicidade adiada
a paixão que chegou ao fim
parecem não ter sentido
nem valerem de nada
como a voz
que o vento
leva

Mas será que é mesmo assim?

Perceberemos com o tempo
porém
que algo fica em nós
para sempre
algo que levamos para o além

E a lembrança delével
que o tempo releva
e na memória se tolda
poderá bem ser
a transformação indelével

que nos molda

1 comentário:

  1. Em breves palavras um maravilhoso poema.
    Uma história, a realidade da vida.
    Gosto.

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