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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Há roseiras a rosir


 

Há roseiras a rosir
agora pelo Outono
frágil entono
quando as romãs começam a rir
e os ouriços nos castanheiros
altaneiros
quase
quase
a parir

E as andorinhas
a partir

O céu
e os campos
ensaiam simulacros de Primavera
por todos os cantos
mas a cor dominante não é o verde fulgurante
pintalgado de papoilas e malmequeres
e da sensualidade desnuda das mulheres

São tons quentes de castanho
de folhas amarelecidas
que se vão desprendendo pelo vento
de árvores entristecidas
simulando alegria
em derradeiro arreganho
que é  lamento
elegia
pura poesia

Só as mães
depois que lhe morrem os filhos
não voltam mais
a sorrir

6 comentários:

  1. E neste Outono ainda há rosas a florir.
    Tantas surpresas vão acontecer
    Neste tempo de amanhecer
    Nesta vida onde sorrir também é um renascer
    De tanto que há para amar do pouco que vai florir.

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  2. Belo quadro outonal.
    Beijo
    Nanda

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  3. Todos nós temos uma estação de eleição,a minha é o outono.
    Quase,poderia definir a minha vida como:-Era uma vez num outono...
    Bonito poema,poeta Henrique Pedro como sempre!

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  4. Muito lindo, parabéns, Henrique, como é bom ver um homem tão cheio de sensibilidade, abraços de poesia!

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  5. Bom Dia Amigo,
    Um belo retrato outonal
    Parabéns!!!
    Votos de bom domingo

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  6. Belo texto..."São tons quentes de castanho
    de folhas amarelecidas
    que se vão desprendendo pelo vento
    de árvores entristecidas..." O vento desprende as folhas secas, para dar nova roupagem a natureza, que com as chuvas, se fazem fartas, de saias longas, e tons de esperança e de arco-íris. Uma doce noite meu querido e meu abraço.

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