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sábado, 25 de janeiro de 2014

Que felicidade eu sinto, Santo Deus!



Que felicidade eu sinto, Santo Deus!
Mergulhado no seio da terra
que me viu nascer
e me fez crescer

Terra de onde parti
só para ter o prazer
de a ela retornar

Que felicidade eu sinto, Santo Deus!
Ao inalar o seu ar
a voar nas sensações do seu céu
a furar luras no quadraçal
como qualquer fera
mero animal

Que felicidade eu sinto, Santo Deus!
A correr que nem corso
transportando poemas no dorso
no descampado
a esponjar-me
emocionado
nas mais felizes recordações

O Infinito longínquo
que não cabe na vista
nem na imaginação
é aqui!

Aqui é o Absoluto próximo
ao alcance da mão
todo concentrado no meu coração

Que felicidade eu sinto, Santo Deus!

Tanta
que faço da minha vida

uma permanente oração