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domingo, 26 de janeiro de 2014

Amor tresmalhado



Não foi o vento

Foi uma lufada de crua verdade
um ciclone de desilusão
a soprar na alma indefesa
demasiado presa
ao coração

Uma aragem de angústia
eriçada em tempestade
a destempo

A chuva dissolveu os versos
o vento dispersou as palavras
e as sílabas voaram
feitas folhas soltas
por entre ruídos
de ideias rasgadas

Mas nas voltas e reviravoltas da amargura
retornaram à razão
com  o espírito esfrangalhado
roído
de dor
caído na loucura

Restou
este poema de amor

tresmalhado