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terça-feira, 11 de março de 2014

Espelho parabólico



Uso este espelho parabólico
que é a poesia
para melhor me ver
e me mostrar
com fantasia

Para me aproximar
ampliar
distorcer
em esgares de estarrecer

Para me fixar nos olhos
e pelo olhar
tentar entrar por mim adentro

Para bafejar  o vidro da vida
com vapores de poesia
e deixar que as gotas condensadas
que poderão ser lágrimas
rimas
estimas
estigmas
poemas
dilemas
pingos de sangue do coração
escorram
deslizem lentas
até  me caírem na mão

Quando não sou eu próprio
com um dedo
a traçar no vapor
sulcos leves
livremente
percursos de sonho

e de amor