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sábado, 31 de maio de 2014

Eu, com rosas e poemas me iludia



Abri-lhe meu coração de par em par
Por assim tanto e tão bem lhe querer
Sofria com o medo de a perder
Não estando bem certo de a conquistar

Oferecia-lhe rosas de sonhar
Poemas acabados de escrever
Aborrecia-a, porém, sem saber
Com tantos perfumes de inebriar

Dizia-me não gostar de poesia
Rosas não eram da sua afeição
Não a conquistava, antes a perdia

Só o brilho das jóias a movia
Lhe fascinava olhos e coração

Eu, com rosas e poemas me iludia