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sexta-feira, 11 de julho de 2014

A rosa de Sarom



Naquele palácio agora vazio
de paredes indignadas de silêncio
e martírio

Pedras chagadas pelo tempo
e pelo vento
pela areia que medeia novo tormento
cobiça de fantasmas
que se alimentam de miasmas
a gemer

Havia tapeçarias
e archotes a arder
bailarinas
e cisternas de águas cristalinas

Ali
fui principe e fui rei
essénio e soldado
enamorado

Ali matei e morri
e amei, amei, amei

Ademais
renasci

Ali
a rosa de Sarom se enraizou no meu peito
e não mais parou de florir

E Massada não cairá nunca mais


Jamais!