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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Não vejo que possa vir a ser deus




Tão curtos são os meus passos
tão frouxos os meus abraços
tão limitado o meu olhar
e tão falível a minha mente
que duvido que algum dia
mesmo por fantasia
possa deixar de ser gente
e vir
a ser
deus                             

Anjo sequer

Muito menos se me fizesse deflagrar
fosse porque causa fosse
mesmo por uma mulher
qualquer

E como poderia eu tirar gozo de mil virgens
num paraíso irreal
já sem pernas
nem braços
sem pénis e sem beiços
com que as pudesse possuir
e amar?

Nem mesmo imaginar

Já trágico será
sorrir