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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Estas pedras são as mesmas



 

 
 
Esta pedras
deslavadas pelo rio
puídas pelo tempo
erguidas em ideia
areia
e cimento
 
Estas pedras são as mesmas
 
Apenas mudam as paredes
as pontes
as fontes
em que se concertam
e os poemas que despertam
 
São muros
mudos
que nada dizem do futuro
próximo ou distante
embora falem do passado
estuante
não relatado
nos anais
 
Estas pedras são as mesmas
 
São sinais
 

 

1 comentário:

  1. Parabéns pelo lindo espaço! Muito sucesso! Abraços poéticos. Márcia Ramos

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