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terça-feira, 26 de maio de 2015

Onde é o além?


 

 

Deito-me
em decúbito dorsal
relaxado
livre do bem
e do mal

Envolto em perfeito silêncio
e escuridão
os olhos fechados sem nada ver
os ouvidos sem nada ouvir
sem sentir o coração bater
nem me dar conta de respirar
nem do tempo fluir

Sem me afectar a mais leve emoção
no  presente
a mais ténue saudade
do passado
a ansiedade mais débil
do futuro

De memória desmemorizada
de nada
e a consciência em total ausência
de tudo
 
Com o cérebro a “cerebrar”
que não a pensar
e que tento também, em vão
parar

Acabo por acordar
e deixar de sonhar

Num sopro saio do corpo

Passo a tudo ver
ouvir
e sentir

Fico sem saber
porém
para aonde ir
nem onde
é
o além

1 comentário:

  1. Estimado Amigo e Ilustre Poeta, adorei seu belo e profundo poema, dá para refletir profundamente, não só sobre o além mas na vida quotidiana, abraço amigo

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