Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se.

sábado, 18 de julho de 2015

Toda a poesia que sinto e não escrevo


 

Passa nas nuvens
nos sonhos
nos desejos
a correr
fugaz

Sob mil formas de amar
e de sofrer
de vento
e de contratempo

Toda a poesia que sinto e não escrevo

Que não escrevo porque não sei
não porque não quero

Que não escrevo não porque não tenha tempo

Que não escrevo porque não sou capaz

É poesia tudo que sinto
e não sei escrever

É angústia
é tormento

É epifenómeno do meu viver

5 comentários:

  1. Meu caro Amigo e poeta, Henrique Pedro, as suas angustias, vertidas neste Poema, são as angustias de quem escreve poesia, com a alma e o coração!
    Gostei deste poema, também.

    Um abraço
    João

    ResponderEliminar
  2. ÁLVARO ALVES DE FARIA-SÃO PAULO.BRASIL18 de julho de 2015 às 18:08

    Tenho o prazer de receber sempre os poemas do poeta Henrique Pedro. Nessa poesia encontro a palavra do homem e do que ainda nos resta da vida por viver.
    Que a poesia nos salve dessa hecatombe de todos os dias. Precisamos de poetas assim.

    ResponderEliminar
  3. É sempre um prazer entrar por aqui,para reencontrar o poeta e os seus poemas.

    ResponderEliminar