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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A vida é um rio e a morte o mar


 


A vida é um rio
e a morte é o mar
vazio

Rio de fantasia
a correr sem parar
de montante para jusante
e por aí
adiante

Rio de agonia
que corre
veloz
do nascimento para a foz
onde se morre

Para nenhum outro tempo
nenhum outro lugar
e nós no meio das águas
a ver as margens passar
só mesmo com poesia
ousamos nele navegar

Ao sabor da sorte
tentando não nos afogar
embora certo seja
a morte

A vida é um rio
e a morte é o mar
vazio
onde a alma almeja
velejar

4 comentários:

  1. Na intraquilidade do poema,está a serenidade ...

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  2. Maravilha poeta.
    Toda luz e um bom combate em sua caminhada

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  3. Henrique,
    E é na morte que a vida vai desaguar...
    Beijo
    Nanda

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  4. Canto forte,real, com um final perfeito...

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