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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Abóboras


 


A primeira abóbora que despontou
na minha horta
neste Verão
é este poema

Que eu ofereço com alegria
aos deuses da poesia
para que jamais me falte a inspiração
para cozinhar
saborosas sopas de abóbora

Poema que é uma abóbora amarelada
rechonchuda
com um pequeno pedúnculo que o ligou à erva mãe
para se alimentar
e que agora apenas serve para se lhe pegar

Assim ninguém se atreverá a dizer
que este poema
não tem ponta por onde se lhe pegue

Até porque também tem
o coração repleto de sementes
as pevides
que depois de secas e lançadas à Terra
irão reproduzir novos poemas
com que se poderão cozinhar
novas saborosas sopas de abóbora

A primeira abóbora que despontou
na minha horta
neste Verão
é este poema que só não aplaudirá
quem não gostar de sopa de abóbora
ou não perceber pevide
de poesia

2 comentários:

  1. Na minha cabeça de abóbora
    Nenhuma pevide mora
    Não percebo pevide de cozinhado
    Então estou tramado

    Bom apetite, Chefe !

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  2. Este ano não tive abóboras aqui no quintal.Semeei-as mas não sei porquê nasceram poucas e depois morreram. Esta é um bom exemplar.
    O poema germinou na pevide e se transformou numa coisa boa e saborosa.
    Parabéns.

    Votos de um excelente dia.

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