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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Faunos cabisbaixos



A luz da Lua
coada pela neblina
não chega sequer a ser
luar

É tremulina
a tremeluzir
nas águas do lago
que a brisa faz ondular

Eu e minha amada
cantamos
e dançamos
nus
de mão dada
até de madrugada

Qual faunos fosforescentes
por entre as árvores despidas
despudoradas
plantadas
hirtas
no nevoeiro

Até que os fantasmas
mudos
nos gritam que já passa da meia-noite
que são horas de dormir
e eles querem livre o terreiro

Cabisbaixos
regressamos a casa
sem um sorriso
resignados
como se acabáramos de ser
expulsos do paraíso

Sempre que um humano sonha
mil fantasmas despertam

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