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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Estas pedras são as mesmas



 

 
 
Esta pedras
deslavadas pelo rio
puídas pelo tempo
erguidas em ideia
areia
e cimento
 
Estas pedras são as mesmas
 
Apenas mudam as paredes
as pontes
as fontes
em que se concertam
e os poemas que despertam
 
São muros
mudos
que nada dizem do futuro
próximo ou distante
embora falem do passado
estuante
não relatado
nos anais
 
Estas pedras são as mesmas
 
São sinais
 

 

Um Novo Ano já este ano era bom que fosse


 

 

Uma volta mais a vida dá
em torno do sol
da ilusão

Sem se saber desde quê
e até quando
baterá
o coração

Folha de calendário
encadernado em fadário

Desprendida dos ramos
dos anos

Despedida de tudo
chegada de mais nada

A não ser
mais sonho
mais dor
menos amor
e parca poesia

Baile de fantasia

A alegria e o sofrimento
não têm tempo

Trá-los
e lava-os
o vento

Um novo ano já este ano era bom que fosse

Diferente
para tanta gente
para quem todos os anos são iguais
fartos de lágrimas e ais