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sábado, 24 de janeiro de 2015

A quem me lê me confesso


 

Poeta assumido
sempre falo de mim
na poesia que escrevo
por não saber guardar segredo

Mesmo quando de mim
nada digo
porque de mim
pouco sei

E mais de mim digo
naquilo que de mim escondo
do que naquilo que de mim
tento não dizer
por querer
ou no que de mim
escondo sem saber

Mas quem me souber ler
com perspicácia
vencerá a minha audácia
em me esconder
e mais do que eu mesmo
de mim mais ficará a saber

De mim próprio apenas sei
confesso
que não sou não
o poeta que penso
nem o poeta professo
que ainda assim
gostaria de ser