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domingo, 25 de janeiro de 2015

Quando a minha sombra mais se alonga


 

 

Não conheço o turno
do sol
nascente

Apenas sei que nasce atrás de mim
lá para as bandas da serra de Bornes

À hora da alvorada ainda durmo

Mas sei que o sol
poente
oscila
entre o cabeço do Boi e a Santa Comba

Entre as cinco da tarde no Inverno
e as nove da noite
no Verão
quando a minha sombra
mais se alonga

E não é por acaso

É porque caminho pelo ocaso
quando a minha mente
se perde em divagações astronómicas
dilacerada entre poesia e astronomia

Quando a minha alma mais sente
se angustia
e delira em arrufos místicos
espontâneos