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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Andam aviões a lavrar o ar




Andam aviões a lavrar o ar

Ruidosos
raiventos
andam aviões a lavrar o ar
a semear nos céus
ilusões
e ventos
sem cessar

A rasgar montanhas de nuvens
a traçar estradas de fumo
de rumo rectilíneo

A tecer com poesia
véus de utopia
e de ubiquidade
ao pôr do sol sanguíneo

É a Humanidade a bailar
sem cessar
sobre a terra
e sobre o mar
a dança contradança
da verdade
em viagens de paz
de guerra
ou de saudade
tanto faz

Quem sabe quando
e aonde
irá parar?