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sábado, 12 de dezembro de 2015

Filhos do Sol e de Gaia







Alguém
fora do espaço e do tempo
me surpreende a lamber as feridas
do último combate dentro de mim
e me pergunta quem sou

Sou filho do Sol e de Gaia
minha bem amada mãe

Vivo do seu ar e da sua água
de angústia apresada
e de sonhos de cambraia

E componho melodias de pensamento
que tanjo com o coração
e espalho no vento

Versos de amor e amizade
poemas de verdade
gritos de razão

Olho a Lua
que iluminada
estua
nela me vejo ao espelho

Somos filhos do Sol e de Gaia
nossa mal amada mãe
ante quem me ajoelho
em acto de contrição