Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se. Feliz Ano Novo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Uma janela aberta a deixar o sol entrar


 

A Primavera é um capricho
da verdade

Uma vertigem
um vagado
um delíquio de beleza
da Natureza

Uma erupção de sensualidade

Um sopro de pós
de pólenes
de poemas
de gotas de esperma
e de pétalas virginais

Um borrifo de perfumes naturais
de odores corporais
de suores
de aromas
de hormonas
de feromonas

Um chorrilho de espirros
e notas musicais

Uma rapsódia de sorrisos
de chilreios
alergias
e fantasias

A Primavera é uma janela aberta
a deixar o Sol entrar

Sonho súcubo


 

 


Veio ter comigo a meio da noite
para reviver o passado
em cenas de sonho súcubo
alado

Desapareceu no momento mais asado
quando o sonho ameaçava tornar-se realidade

Não era ela de verdade

Era um demónio súcubo
apostado em torturar-me

Sou eu
anjo íncubo
que ainda ando um tanto amargurado
e continuo a atormentar-me