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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Uma etérea flor astral







Depois que nove meses
me trouxe escondido
em seu ventre
até haver decidido que eu haveria de nascer
à hora do sol nascente

Nasci perfumado de amor
como flor de jasmim
no jardim de minha mãe
para onde fora transplantado
com carinho

No canteiro que guardava
ao cima da escada
e que tratava com desvelo
como se alecrim e rosmaninho
fossem fios do seu cabelo

Continuo sem saber
porém
a que pedra
a que fonte
a que estrela
minha alma foi minha mãe
colher

Talvez por eu ser
uma etérea flor
astral

Por isso continuo à espera
sem deixar de crer
que sou imortal
que nasci mas não morri

E nem mesmo depois da morte
para mim terá sentido
desacreditar que vivi