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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Douro e de xisto















Humilde poeta sempre assisto
A este concerto maravilhado
De pedras em socalcos concertado
Lá onde Deus não havia previsto

É sangue e suor de muito cristo
Em terras do Douro crucificado
São ecos de amor com dor rimado
São versos de muros de tosco xisto

São poemas de mil pedras em rimas
Qual rosários abençoados
Desfiados com fé pelas colinas

São cânticos da safra das vindimas
Pela voz dos obreiros declamados
Toques de pandeiros e concertinas