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sábado, 22 de outubro de 2016

Sex-appeal



Cruza as pernas com sensualidade
como se a importunasse a virgindade

Solta sorrisos etéreos
desejos relutantes
em silêncio
mas nada me diz

Chispa olhares faiscantes
na alvorada
que ainda tarda
mas de nada me fala

Sopra novelos de fumo
que se evolam do cigarro
que mal leva aos lábios
mas que rola nos dedos  sábios
como se fossem malmequeres
floridos numa já tardia Primavera

Sacode os cabelos fazendo soltar
pós mágicos de perlimpimpim
bolas de sabão perfumadas
irisadas de erotismo radiante
que vêm explodir no meu rosto
e me sobem ao nariz
como vapores de vinho mosto

Enquanto faz ouvir as pedras de gelo a tilintar
no balde que em que resfria
o espumante
e acalenta estuante alegria
de me conquistar

Debalde

Entretanto é madrugada
ainda assim