Seja bem vindo/a. A mesa da poesia está posta. Sirva-se. Feliz Ano Novo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Arroubos místicos



Muitas vezes me dá para tal
e  não  é só à hora do crepúsculo

É quando menos espero

Dá-me para me abstrair de tudo
tudo misturando num estranho afecto
envolvente de profunda paixão interior
numa só ideia global sem sombra de mal
que mistura eterno e infinito
verdade e santidade

É uma ânsia interior de explodir em amor
uma imparável vontade de bem fazer
um desejo de me libertar
de ser do tamanho do Universo
e
no reverso
humilde e pequenino
como letrinha verso

São arroubos místicos
que não emanam da terra
nem dimanam do céu

Brotam dentro de mim
e são aquilo que sou


in Anamnesis (Janeiro-2016)