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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Amor morno de Outono



Perde o Verão seu entono
a partir do nono
mês

Quando o Outono sazão
faz valer o brilho
da sua palidez

As andorinhas
ladinas
rumam para sul
o silêncio tomba
no paul

O rebanho deserta
da sombra do negrilho
onde dormia a sesta
em busca de erva tenra
para tosar
nos campos já a verdejar

Diga-se em abono
da verdade
que o Outono
com sua morna cor
é uma festa
com bandos de folhas de esquecimento
a voarem pelo ar

É tempo de sonhar
sonhos de amor
embalados pelo vento

É tempo de amar
tempo de matar
a saudade




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